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11 Fevereiro 2010
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Ao longo dos últimos dez anos, Moçambique conseguiu um progresso significativo na melhoria da saúde geral dos seus cidadãos através da prestação de melhores serviços de saúde. Contudo, subsistem muitos desafios gigantescos. A esperança de vida em Moçambique baixou para 41 anos, essencialmente devido ao impacto de doenças que se podem prevenir e tratar, como é o caso da malária, do HIV/SIDA e da tuberculose. Moçambique também se confronta com uma enorme escassez de profissionais de saúde. Para resolver estas questões, a USAID está empenhada em melhorar a saúde dos moçambicanos através da prevenção e tratamento das principais doenças infecto-contagiosas e da formação de agentes polivalentes elementares do Ministério da Saúde nos centros de saúde provinciais e locais com vista a fortalecer o sistema moçambicano de prestação de cuidados de saúde.

Melhorar a Saúde das Mães e das Crianças
Embora se tenha registado uma melhoria nas taxas de mortalidade infantil e da criança ao longo da última década, cerca de uma entre 10 crianças morre antes de completar um ano. As populações das zonas rurais são particularmente afectadas porque vivem fora da zona de cobertura dos centros de saúde locais ou pura e simplesmente não sabem como cuidar da sua saúde. A USAID forma e apoia agentes polivalentes elementares que vivem nas zonas rurais e encoraja as famílias a procurarem cuidados sanitários, assim como vacinas e suplementos vitamínicos para os bebés e o controlo regular para as mulheres grávidas. Os agentes polivalentes elementares também fazem o tratamento da diarreia e da malária, assim como se responsabilizam pelo aconselhamento do planeamento familiar e pelos serviços de saúde reprodutiva.

Prevenir e Tratar as Principais Doenças Infecto-contagiosas
Além do HIV/SIDA, a malária e a tuberculose constituem uma grande ameaça à saúde em geral dos moçambicanos e contribuíram para a redução da esperança de vida. Estas doenças mortais também podem ser prevenidas e tratadas. Em coordenação com a Iniciativa do Presidente dos Estados Unidos para a Malária, a USAID tem como meta até 2010 reduzir para metade os óbitos provocados pela malária. A USAID apoia programas que distribuem redes mosquiteiras tratadas com insecticida às famílias que vivem nas zonas que registam uma grande prevalência da malária e pulveriza o interior das casas como forma de prevenir que os mosquitos transmitam a doença. Também apoia o Governo de Moçambique na detecção e diagnóstico da tuberculose. Quando se detecta a malária ou a tuberculose, os programas da USAID garantem que os doentes recebam um tratamento rápido e a respectiva medicação para combater a infecção e restabelecer a sua saúde.

Fortalecimento do Sistema de Cuidados da Saúde
Moçambique melhorou a sua capacidade de prestação de cuidados de saúde aos seus cidadãos, mas 40% da população ainda não tem acesso a estes serviços. A agravar a situação, existem apenas 3 médicos e 21 enfermeiros para cada 100.000 pessoas em Moçambique — o que significa que existem aproximadamente 600 médicos em todo o país. A USAID está empenhada em apoiar o Governo de Moçambique no fortalecimento dos seus sistemas de cuidados de saúde através da formação de novos profissionais de saúde, da construção de novas unidades sanitárias e da melhoria da capacidade de gestão destes sistemas por parte do governo. A expansão da cobertura do actual sistema é essencial para atingirmos o nosso objectivo de melhorar a saúde geral dos moçambicanos.

Impacto

  • Nos últimos cinco anos, os agentes polivalentes elementares de saúde forneceram suplementos de vitamina A a cerca de 3 milhões de mulheres e crianças com vista a melhorar a sua nutrição e saúde.

  • Todos os anos, a USAID distribui um milhão de redes mosquiteiras tratadas com insecticida para a prevenção da malária.

  • 90% dos conselhos de líderes comunitários nas quatro províncias alvo possuem agora um agente polivalente elementar formado.